Grand Canyon e Bryce Canyon

Arco-íris no Grand CanyonTodos nós sabemos que Deus nos deu um enorme presente, belíssimo e pertencente aos que na Terra habitam: a natureza, com sua diversidade de formas, cores e espécies. Uma das grandes manifestações do poder do tempo e dessa natureza é a região do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, conhecida por seu clima desértico de cores avermelhadas e de grandes sulcos profundos no solo chamados canyons. Poucas coisas nesse mundo nos causam uma admiração tão grande quanto o primeiro contato visual com o Grand Canyon, mais famosos deles e uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo. Com toda razão, pois a vista ao se chegar perto é de tirar o fôlego e dar medo da grandiosidade dos desfiladeiros.
Ao longo de milhões de anos, o Rio Colorado foi moldando todo o vale do Grand Canyon, aprofundando-o ao longo de 446km de extensão, chegando a medir de 6 a 29km de largura e atingindo uma profundidade de até 1600m. Com toda essa erosão causada pelo rio, quase 2 bilhões de história da geologia da Terra ficaram expostos e foram assim descobertos. O jogo de luz, de cores e sombras o faz parecer uma imagem fictícia, uma pintura da grandiosidade de formas arquitetônicas da natureza.
O primeiro ser humano a chegar e avistar essa paisagem foi o espanhol Garcia Lopez de Cardenas no ano de 1540, porém, a primeira expedição só ocorreu no ano de 1870 pelo Major Powell, referindo-se as rochas sedimentares expostas como “paginas de um belo livro de história”. Nessa época, a área já era habitada pelos Hopi, nativos americanos.
Para se admirar essa região, há vários pontos de mirantes. Existem também os fantásticos passeios de helicóptero para o sobrevoo da região, admirando toda a paisagem de cima e o passeio de caiaque, descendo as corredeiras do Rio Colorado, admirando toda a paisagem de baixo.
Outra região fantástica pela sua natureza exuberante é o Estado de Utah nos Estados Unidos, em especial a área conhecida como Parque Nacional de Bryce Canyon. Apesar do nome, esse parque não é um canyon, mas sim um enorme anfiteatro natural esculpido pelas erosões sofridas em seu solo arenoso e argiloso. As estruturas geológicas que lá ocorrem são únicas no mundo, chamadas de “chaminés de fadas”, que foram formadas pela ação dos ventos, da água e do gelo. Seus penhascos de calcário cor-de- rosa e branco foram escavados lentamente transformando a paisagem local em um cenário de filme sobrenatural.
A beleza de suas torres assemelha-se as formações de estalagmites e grutas descobertas. As cores são vivas e suas formas são afuniladas com topo sempre mais espesso, devido às camadas de materiais superiores serem mais resistentes que os materiais inferiores, os mais afetados pela erosão.
Os índios Paiute acreditavam que essas formas eram antigos habitantes transformados em pedras por causa dos seus malfeitos, humanos congelados para sempre no tempo por um Deus bem vingativo. Tal como as manchas de Rorschach e as nuvens, as agulhas, tudo pode assumir aparências diversas a critério do observador: a girafa de uma pessoa pode ser o Elvis de outra. Para entrar de verdade no espírito do lugar, vá ao Sunset Point na hora a que se refere o nome e veja o céu imitar as cores das pedras. Sensação única de êxtase em relação à perfeição da natureza.
O nome desse “canyon” surgiu devido a uma homenagem a um colono mórmon, Ebeneezer Bryce, autor do famoso comentário de que essa área era “um inferno para se perder vacas” e o mesmo tentou de tudo para criar os animais nessa árida paisagem no ano de 1870. Cinquenta anos depois foi criado o hotel e o parque para receber adequadamente os visitantes. As vigas do pinheiro Ponderosa e pedras nativas são os materiais que serviram para a construção da sede. O ideal para se conhecer essa região de impressionante beleza natural é ir com guias e excursões para receber toda explicação possível sobre essa área encantadora.
Raramente chove nessa região, porém, eu, como turista, tive a sorte de pegar uma chuva ao chegar ao Grand Canyon. Sorte e não azar? Sim, eu disse sorte, pois todos estavam tristes com o céu cinzento sem os fachos de luz solar reproduzindo as cores dos desfiladeiros, porém, alguns minutos após, surge meu maior presente: um arco-íris completo, do começo ao fim, no meio do Grand Canyon, que ao fim do dia, conseguiu ter seus tons avermelhados brilhando em minha câmera fotográfica.
Mais uma intervenção de Deus para nos presentear naquele lindo dia.

Lilian Inacio

Arquiteta Urbanista formada na UNESP, membro da diretoria da AEB, co-fundadora e membro da diretoria e da UNIARC, membro da Associação Brasileira de Sommeliers, colaboradora com 03 revistas na cidade de Botucatu, colunista do Jornal Diário da Serra (mais de 40 mil leitores), colaboradora da rede de Jornal Bom Dia (Bauru e São José do Rio Preto), diretora da Solutudo Itatiba, apaixonada pelas artes desde criança, Lilian Inacio já se dedicou aos estudos de línguas, enologia, música e dança e sua grande paixão é o mundo e suas diferentes culturas. Viajante por hobby, nos últimos 08 anos a arquiteta esteve em mais de 150 lugares diferentes no mundo distribuídos em 16 países, com exceção das viagens pelo Brasil. Com o olhar e a sensibilidade de uma arquiteta, Lilian comentará sobre alguns lugares especiais e seu povo, sua cultura, o que visitar de interessante, suas construções mais importantes, os costumes locais, as comidas e bebidas típicas. Seu objetivo é trazer um pouco do que existe neste mundo tão grande aos seguidores do ClickItatiba para que todos possam viajar juntos com a leitura dessas matérias com informações confiáveis e pessoais.

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Categorias: Turismo

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