Uma mudança no nosso olhar

Olá pessoal, quem bom ter um espaço para partilhar com as pessoas em algumas palavras algo que possa acrescentar à nossa vida, que é cheia de idas e vindas, de altos e baixos, de percalços e conquistas. Todos nós temos a capacidade de “ler esse mundo” sob a ótica que quisermos (ou conseguirmos) e muitas vezes nossos “óculos internos” ficam meio embaçados, dificultando nossa visão e percepção das coisas que estão acontecendo, quero contar para vocês minha experiência com a maneira que a gente vê o mundo, e vê a nossa própria vida.

Uma vez, quando eu era menina ainda, descia a rua da minha casa (era um morro beeem íngreme) para buscar pão, como fazia todas as tardes, e quando ia chegando na padaria, ao olhar a placa de longe, vi num belo dia que não conseguia enxergar as letras , estava embaçado. Pensei comigo “que engraçado, até ontem não estava assim”… chegando mais perto, notei que meus olhos é que haviam mudado e que eu precisava de lentes para poder ver melhor, e minha mãe me levou ao postinho da cidade; foi quando ganhei meus primeiros óculos e eu achei isso demais! Depois disso toda vez eu descia feliz buscar pão olhando mais intensamente as cores, as folhas, as pessoas, muito mais do que a própria placa da padaria. A minha visão de ontem estava presa há algum tempo? Como não percebia que algo havia mudado? E porque num dia simples qualquer eu fui notar que quem precisava mudar era eu?

Bem, já tive na minha vida a oportunidade de passar pela mesma situação algumas vezes e aprendi a “trocar de óculos” para poder ver num grau melhor, mais elevado, a mesma situação, e assim conseguir me livrar dela, ou ainda permanecer nela com uma visão diferente de antes. Assim é com todo mundo, às vezes o que acontece é que a pessoa não percebe que precisa “trocar de óculos”, ou então ela gosta tanto daqueles óculos que nem quer pensar em trocar, ela resiste, mesmo que seja para continuar vendo embaçado. O problema é que daí, nesses casos, as coisas tendem a continuar sempre as mesmas: os mesmos problemas, a mesma sensação de tédio, de frustração, pois não há algo novo para olha (ou no olhar) para perceber, para sentir, e a gente precisa do movimento para que a vida seja vivida. Do ponto de vista neurológico, fazer coisas novas, se dar a oportunidade de ampliar o olhar, introduzir novas compreensões pode evitar envelhecimento dos neurônios e contribui para uma melhor qualidade de vida, como longevidade, prevenção de Alzheimer e outras doenças degenerativas, além de garantir no tempo presente a possibilidade de ter maior riqueza de percepção, atenção, compreensão, e é claro ser mais leve, mais saudável do ponto de vista emocional, pois se temos a oportunidade de “olhar de novo” para algumas coisas e reinventar, reorganizar, reconsiderar, temos a belíssima chance de recomeçar, sempre e todo dia.

Patricia Rosseti

Patricia Rosseti

Patrícia Rosseti é formada em Psicologia pela Universidade São Francisco, com experiência em psicologia clínica, psicologia social com adolescentes e famílias em situação de risco e vulnerabilidade social, mediação de conflitos,projetos com pacientes psiquiátricos, em situação de rua e dependência química.Hoje atuacomo proprietária e psicóloga da Serenitá Serviços de Psicologia, projeto de clínica ampliada a empresas, escolas, instituições, famílias e grupos,através de atendimentos personalizados, psicoterapia e palestras.

Patrícia Rosseti -Psicóloga
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Patricia Rosseti

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