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A Tristeza do fim do ano…

Sáude Crônica

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Naquela manhã, depois de um mês longe do trabalho, Tatiana Alvarenga voltava a andar pelos corredores do escritório onde trabalhava há mais de quatro anos. A moça me contou que fora afastada, para um repouso médico, devido a um distúrbio psicológico momentâneo, uma espécie de colapso nervoso em que, por alguns momentos, ela parou de pensar de forma racional.

“Que ano terrível! Tudo que eu quero é o fim de 2018. Esse ano foi um dos piores da minha vida!”, reclamou Tatiana quando nós conversamos. Eu estava fazendo uma reportagem sobre estresse no fim do ano e, por mais de uma hora, eu ouvi as lamentações da jovem. E eu não podia simplesmente ouvir e achar que a garota falava algum absurdo. Tadinha foi realmente um ano intenso: a morte do pai; dívidas que se acumulavam por conta de um salário que não era compatível às suas necessidades; o término de um longo casamento e, como se não bastasse, os constantes assédios de seu chefe, chegaram a um ponto dramático com gritos e comentários ofensivos.

“Eu surtei. As pessoas não paravam de falar de eleições, natal e réveillon, e eu pensando que não tinha nada para comemorar. Então quando meu chefe veio, mais uma vez, falar alto que eu não estava fazendo meu trabalho direito (o que não era verdade) eu não aguentei. Chorei, gritei e sorri. Tudo ao mesmo tempo. Ele ficou tão surpreso que só conseguiu ficar olhando. Deve ter pensado que eu tinha ficado maluca. Até eu achei”, me contou Tatiana.

Depois de procurar ajuda médica, a jovem ouviu que o acumulo de problemas tinha afetado sua saúde e, por isso, ela tinha adquirido algumas compulsões, como descontar as angústias comendo muito chocolate, passar madrugadas assistindo a séries pelo tablete, dormir pouco e se alimentar mal. É claro que esse estilo de vida, nada saudável, cobrou seu preço.

Um dos médicos que atendeu Tatiana, falou que ela estava estressada, mas não um cansaço do dia a dia. O acúmulo de pequenos problemas, repetidos todos os dias, ou as grandes dificuldades, podem provocar consequências como aumento da pressão arterial e do número dos batimentos cardíacos. Algumas dessas alterações são refletidas no corpo na forma de compulsões, ansiedade, depressão, entre outros. Assim como em Tatiana.

Poucos dias depois, comentei o caso com um amigo psicólogo. Ele me explicou que esse tipo de situação é frequente no final do ano. Segundo ele, nessas épocas as pessoas costumam lembrar momentos felizes que não têm possibilidade de se repetir, e isso pode agravar um momento de tristeza.

Mas meu amigo explicou uma coisa legal: é possível combater os efeitos negativos gerados pelo excesso de expectativas, trabalho, estresse e tristezas. Para isso, é preciso evitar exageros de doces ou álcool, e manter uma frequência de exercícios físicos de pelo menos três vezes por semana. Além disso, é importante fazer uma autoavaliação adequada com a realidade que se desenrolou ao longo do ano. É preciso levar em consideração as possibilidades que você teve para alcançar os objetivos que pretendia. Por fim, pode parecer um conselho óbvio, mas, nesse período, é fundamental escolher estar ao lado de pessoas que nos amam, que fazem o bem e que se importam com a gente. O suporte da família e dos amigos é um fator de proteção contra o sofrimento.

Via
Agência Rádio Mais
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Redação ClickItatiba

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