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Turismo na Argentina: 7 destinos, onde comer e onde ficar

De Buenos Aires à Patagônia: atrações, gastronomia, hospedagem e dicas para planejar sua viagem pela Argentina.

Poucos países da América do Sul permitem montar roteiros tão diferentes quanto a Argentina. Em uma mesma viagem — ou em várias delas — é possível caminhar pelas avenidas de Buenos Aires, almoçar entre vinhedos diante da Cordilheira dos Andes, esquiar em Bariloche, observar uma parede de gelo na Patagônia ou chegar bem perto da força das Cataratas do Iguaçu.

Para brasileiros interessados em turismo na Argentina, essa variedade é justamente uma das principais vantagens do destino. Há roteiros urbanos, viagens gastronômicas, férias na neve, natureza, vinho, montanhas e opções para diferentes épocas do ano.

O portal oficial Visit Argentina reúne informações sobre Buenos Aires, Bariloche, El Calafate, Cataratas do Iguaçu, Mendoza, Jujuy e Ushuaia. Neste guia de turismo na Argentina, você encontra sete regiões para montar uma primeira viagem pelo país — ou descobrir novos destinos para quem já conhece a capital.

Resumo do guia

  • 7 destinos turísticos da Argentina
  • Principais atrações e tempo sugerido em cada lugar
  • Dicas de onde comer e onde se hospedar
  • Melhor época para viajar e sugestões de roteiro

Turismo na Argentina: qual destino escolher?

Ao planejar o turismo na Argentina, antes de comprar as passagens, vale pensar no tipo de viagem. As distâncias dentro da Argentina são grandes e tentar colocar Buenos Aires, Mendoza, Patagônia e norte argentino no mesmo roteiro curto costuma significar mais tempo em aeroportos do que aproveitando os lugares.

DestinoIdeal paraTempo sugerido
Buenos AiresCultura, gastronomia e vida urbana3 a 5 dias
MendozaVinhos, gastronomia e Cordilheira3 a 4 dias
BarilocheNeve, lagos e montanhas4 a 6 dias
El CalafateGlaciares e natureza3 a 4 dias
UshuaiaPatagônia, navegação e neve3 a 4 dias
Puerto IguazúCataratas e Mata Atlântica2 a 3 dias
JujuyMontanhas, cultura andina e estrada4 a 6 dias

1. Buenos Aires: por onde começar uma viagem pela Argentina

Buenos Aires costuma ser a primeira parada de quem procura turismo na Argentina. A capital é fácil de combinar com um feriado prolongado, mas também sustenta tranquilamente quatro ou cinco dias de viagem.

O Obelisco e a Avenida 9 de Julio são os cartões-postais mais reconhecíveis. Mas Buenos Aires fica ainda mais interessante quando o viajante entra nos bairros. Em San Telmo, construções antigas, ruas de pedra, antiquários, bares e a Plaza Dorrego preservam parte da memória histórica da cidade. Aos domingos, a região recebe sua tradicional feira.

Recoleta reúne o famoso cemitério, o Museu Nacional de Belas Artes, a Floralis Genérica e a El Ateneo Grand Splendid. Em Palermo, parques, cafés, restaurantes, bares, o Rosedal e o Jardim Japonês permitem ocupar praticamente um dia inteiro. Consulte também o portal oficial de turismo de Buenos Aires.

Turismo na Argentina no Obelisco de Buenos Aires
Obelisco de Buenos Aires. Foto: Victoria Rachitzky/Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0.

O que fazer em Buenos Aires

Teatro Colón, Casa Rosada, Plaza de Mayo, Puerto Madero, Caminito e La Boca podem entrar em um primeiro roteiro. Para quem gosta de caminhar, vale reservar tempo sem programação rígida para Palermo, Recoleta e San Telmo.

Onde comer em Buenos Aires

A gastronomia merece espaço próprio. Parrillas, empanadas, pizzas portenhas, medialunas, alfajores, cafés históricos e sorvetes fazem parte de uma viagem pela cidade. Uma referência na região da Recoleta é o Roux, opção para uma refeição mais elaborada. Além dos restaurantes conhecidos, vale entrar em cafés, mercados e pequenas casas de bairro.

Onde se hospedar em Buenos Aires

Recoleta e Palermo estão entre as regiões mais práticas para turistas. Microcentro facilita uma primeira visita, enquanto Palermo costuma agradar quem prefere ter restaurantes e bares próximos do hotel. Entre as opções de categoria superior está o Sofitel Buenos Aires Recoleta.

2. Mendoza: vinho e Cordilheira dos Andes

Mendoza é um dos nomes mais fortes quando o assunto é turismo gastronômico na Argentina. A província concentra boa parte da produção de vinho do país e é reconhecida principalmente pelo Malbec. Regiões como Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco combinam vinícolas, restaurantes e hospedagens em propriedades cercadas por vinhedos.

Além do enoturismo, a região permite conhecer o Parque Provincial Aconcágua, Cacheuta e diferentes paisagens da pré-cordilheira. Veja informações atualizadas no guia oficial de Mendoza.

Vinhedos de Mendoza diante das montanhas na Argentina
Vinhedos diante das montanhas em Mendoza. Foto: Jlla00/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.

O que fazer em Mendoza

O ideal é reservar pelo menos um ou dois dias para conhecer vinícolas. Muitas propriedades trabalham com visita seguida de degustação ou almoço harmonizado, por isso as reservas antecipadas são importantes. Um passeio à região do Aconcágua ajuda a revelar outra face da província.

Onde comer e onde ficar em Mendoza

A gastronomia mendocina ganhou projeção internacional e conta com endereços selecionados pelo Guia Michelin. A Casa El Enemigo, em Maipú, é uma das referências para pesquisar antes da viagem. Quem quer restaurantes e serviços por perto pode ficar na cidade de Mendoza; quem deseja transformar o vinho no centro da experiência pode dormir entre os vinhedos.

3. Bariloche: neve no inverno, lagos no verão

Bariloche talvez seja o destino argentino de inverno mais conhecido entre brasileiros, mas restringir a cidade à neve é perder boa parte do que ela oferece. Localizada no Parque Nacional Nahuel Huapi, junto à Cordilheira dos Andes, Bariloche mistura montanhas, lagos, bosques e forte cultura gastronômica.

No frio, Cerro Catedral e outros centros de montanha concentram os esportes de neve. Nos meses quentes, trilhas, mirantes, navegações, caiaque e estradas panorâmicas ganham espaço. O guia oficial de Bariloche ajuda a conferir atividades e períodos de visita.

Lagos e montanhas de Bariloche na Patagônia Argentina
Paisagem de Bariloche, na Patagônia Argentina. Foto: Chipppy/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

O que fazer em Bariloche

O Circuito Chico é um bom começo. Cerro Campanario, região do Hotel Llao Llao, Lago Moreno e diferentes mirantes aparecem pelo caminho. Também entram na lista Cerro Catedral, Centro Cívico, Lago Nahuel Huapi e passeios de navegação. E existe um assunto que dificilmente fica fora do roteiro: chocolate.

Onde comer e onde ficar em Bariloche

Cordeiro patagônico, trutas, defumados, carnes, queijos e frutas vermelhas aparecem com frequência nos cardápios. O Rincón Patagónico é uma alternativa tradicional. Quem não pretende dirigir pode priorizar o centro e os primeiros quilômetros da Avenida Bustillo; quem busca silêncio e vista do lago encontra opções mais afastadas.

4. El Calafate e o Glaciar Perito Moreno

El Calafate é a base para visitar um dos cenários naturais mais conhecidos da Patagônia Argentina: o Glaciar Perito Moreno. A cidade fica na província de Santa Cruz, às margens do Lago Argentino, e o principal motivo da viagem está no Parque Nacional Los Glaciares.

Passarelas permitem observar o Perito Moreno de diferentes alturas e ângulos. Dependendo do roteiro contratado e das condições de operação, também existem navegações e atividades sobre o gelo. O portal oficial recomenda cerca de três a quatro dias e destaca o período de outubro a março para a região; confirme as condições no guia oficial de El Calafate.

Glaciar Perito Moreno em El Calafate na Argentina
Glaciar Perito Moreno, em El Calafate. Foto: Fernando/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Onde comer e onde ficar em El Calafate

O cordeiro patagônico é um dos pratos mais associados ao destino, e a La Tablita é uma das casas tradicionais da cidade. A região da Avenida del Libertador facilita o acesso a restaurantes e comércio. Para quem prefere ficar diante do Lago Argentino, existem hotéis e resorts um pouco mais afastados do centro.

5. Ushuaia: paisagens no extremo sul

Ushuaia muda novamente o cenário do turismo na Argentina. Cercada pelo Canal de Beagle e pela Cordilheira dos Andes, a cidade é uma das principais bases turísticas da Terra do Fogo e uma porta de entrada para ambientes austrais.

Entre os passeios estão navegações pelo Canal de Beagle, Parque Nacional Tierra del Fuego, Glaciar Martial, Trem do Fim do Mundo e, durante a temporada adequada, atividades de neve. Consulte o guia oficial de Ushuaia antes de fechar os passeios.

Farol Les Éclaireurs no Canal de Beagle em Ushuaia
Farol Les Éclaireurs no Canal de Beagle, em Ushuaia. Foto: Liam Quinn/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 2.0.

Onde comer e onde se hospedar em Ushuaia

Aqui os frutos do mar ganham importância. A centolla, caranguejo das águas frias da região, aparece em diferentes restaurantes. Uma opção conhecida no centro é La Casa de Los Mariscos. Quem valoriza praticidade pode ficar no centro; já hotéis em áreas altas ou afastadas costumam entregar vistas mais abertas das montanhas e do Canal de Beagle.

6. Cataratas do Iguaçu pelo lado argentino

Puerto Iguazú permite conhecer a face argentina de uma das maiores atrações naturais da América do Sul. O Parque Nacional Iguazú reúne 275 quedas, algumas alcançando aproximadamente 80 metros. A Garganta do Diabo é a imagem mais famosa, mas os circuitos e passarelas fazem com que a visita ocupe boa parte do dia.

Para brasileiros, uma vantagem é a possibilidade de combinar os lados brasileiro e argentino na mesma viagem. Horários, condições de acesso e orientações podem ser conferidos na página oficial das Cataratas do Iguaçu.

Cataratas do Iguaçu vistas pelo lado argentino
Cataratas do Iguaçu pelo lado argentino. Foto: Tomfriedel/Wikimedia Commons, licença CC BY 3.0.

Onde comer e onde se hospedar em Puerto Iguazú

Além das carnes argentinas, a região incorpora peixes de rio e ingredientes ligados à culinária do nordeste do país. O Restaurante La Rueda está entre os endereços tradicionais. Quem quer proximidade máxima das cataratas pode considerar uma hospedagem dentro da área do parque; Puerto Iguazú também tem hotéis urbanos, pousadas e resorts em meio à vegetação.

7. Jujuy e as cores do norte argentino

Quem já passou por Buenos Aires ou pela Patagônia encontra no norte uma Argentina completamente diferente. Jujuy reúne a Quebrada de Humahuaca, Purmamarca, Tilcara, Humahuaca, Salinas Grandes e paisagens de altitude que parecem mudar de cor conforme a estrada avança.

As Salinas Grandes ficam a mais de 3.300 metros de altitude, enquanto Purmamarca é conhecida pelo Cerro de los Siete Colores. A província conserva forte herança cultural andina e uma culinária própria. Mais informações estão no guia oficial de Jujuy.

Cerro de los Siete Colores em Purmamarca, Jujuy
Cerro de los Siete Colores, em Purmamarca. Foto: Humawaka/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.

O que comer e onde ficar em Jujuy

Empanadas, tamales, humitas, carnes preparadas lentamente, milho andino e pratos com ingredientes regionais ajudam a diferenciar o norte do restante da viagem. Em Purmamarca, pequenas casas servem preparações argentinas e andinas. A cidade funciona como boa base para Cerro de los Siete Colores, Salinas Grandes e deslocamentos pela Quebrada.

Qual é a melhor época para fazer turismo na Argentina?

Não existe uma única resposta porque o país atravessa diferentes zonas climáticas.

  • Buenos Aires: funciona o ano todo, com primavera e outono agradáveis para caminhar.
  • Bariloche: o inverno atrai quem busca neve; o verão favorece trilhas, lagos e atividades ao ar livre.
  • El Calafate: a primavera e o verão austral concentram mais viagens, especialmente entre outubro e março.
  • Mendoza: pode ser visitada ao longo do ano, mas o período da colheita das uvas dá outro ritmo à região.
  • Ushuaia: inverno para neve; verão para dias mais longos e trilhas.
  • Iguazú: funciona durante todo o ano, com variações de calor, chuva e volume das quedas.
  • Jujuy: exige atenção à altitude e às condições climáticas do roteiro escolhido.

O que comer em uma viagem pela Argentina?

A parrilla é apenas o começo. Empanadas mudam de receita conforme a região. Buenos Aires tem forte cultura de cafés, pizza e sorvete. Mendoza aproxima vinho e cozinha contemporânea. Na Patagônia aparecem cordeiro, trutas, defumados e frutas vermelhas. Ushuaia acrescenta a centolla, enquanto o norte trabalha milho, humitas, tamales e ingredientes andinos.

Essa diversidade faz com que turismo na Argentina e gastronomia funcionem particularmente bem juntos. Em vários destinos, reservar restaurantes pode ser tão importante quanto reservar os próprios passeios.

Como montar um roteiro pela Argentina

Para a primeira viagem, Buenos Aires funciona muito bem sozinha ou combinada com Mendoza. Quem procura inverno pode montar Buenos Aires + Bariloche. Para uma viagem essencialmente patagônica, El Calafate + Ushuaia formam uma combinação lógica, embora seja preciso considerar os deslocamentos.

Iguazú funciona bem em uma viagem curta e pode ser combinado com outros destinos por via aérea. Jujuy merece alguns dias próprios, especialmente quando o plano envolve dirigir pela Quebrada de Humahuaca.

Em um roteiro de turismo na Argentina com mais tempo, a melhor estratégia não é tentar “ver a Argentina inteira”, mas escolher duas ou três regiões e aproveitá-las com calma.

Turismo na Argentina vale a pena?

Para brasileiros, a Argentina entrega propostas de viagem muito diferentes dentro de um mesmo país. Buenos Aires atende quem procura gastronomia e cultura urbana; Mendoza acrescenta vinhos e Andes; Bariloche combina montanhas e lagos; El Calafate coloca os glaciares no centro do roteiro; Ushuaia leva a viagem ao extremo sul; Iguazú aproxima o visitante das cataratas; e Jujuy apresenta a cultura e as paisagens do norte.

É justamente essa diversidade que transforma o turismo na Argentina em assunto para muito mais de uma viagem. Antes de embarcar, confira regras de entrada, condições climáticas, funcionamento das atrações, horários e reservas diretamente nos canais oficiais, pois essas informações podem mudar.

Perguntas frequentes sobre turismo na Argentina

Quais são os principais destinos turísticos da Argentina?

Entre os destinos mais procurados estão Buenos Aires, Mendoza, Bariloche, El Calafate, Ushuaia, Cataratas do Iguaçu e as províncias do norte, como Jujuy e Salta.

Quantos dias são necessários para conhecer a Argentina?

Depende do roteiro. Uma viagem de 7 a 10 dias permite combinar dois destinos com tranquilidade. Para uma viagem abrangente, o ideal é escolher duas ou três regiões e reservar cerca de 15 a 20 dias.

Qual destino da Argentina é melhor para ver neve?

Bariloche e Ushuaia estão entre as escolhas mais conhecidas. Bariloche possui centros de montanha e ampla estrutura turística para o inverno, enquanto Ushuaia combina neve com as paisagens da Terra do Fogo.

Onde comer bem na Argentina?

Buenos Aires é forte em parrillas, cafés e cozinha contemporânea; Mendoza se destaca pela combinação entre vinho e gastronomia; Bariloche e El Calafate trazem sabores patagônicos; Ushuaia é conhecida por frutos do mar; e o norte tem empanadas, humitas e tamales.

Qual é a melhor época para turismo na Argentina?

A Argentina pode ser visitada durante o ano inteiro, mas a escolha depende da região. O inverno favorece destinos de neve; primavera e outono funcionam muito bem para Buenos Aires; e os meses de outubro a março são especialmente procurados para El Calafate.

Créditos e licenças das imagens conferidos nas páginas dos arquivos do Wikimedia Commons. As recomendações de viagem devem ser verificadas nos canais oficiais antes da reserva.

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